Amizades prejudiciais: o que fazer quando ocorre com seu filho?

Os amigos nos fazem companhia, oferecem apoio em vários momentos e tornam muitas de nossas experiências ainda mais especiais. Por outro lado, infelizmente, também existem as amizades prejudiciais. E se muitos adultos não conseguem percebê-las, imagine as crianças, que ainda não têm maturidade para isso.

Na infância, é natural querer se enturmar com os filhos da vizinha, a turma do colégio e o colega do colega — aliás, criar esses vínculos afetivos também é bastante saudável. Mas, como os pais devem agir quando as amizades acabam prejudicando o desempenho escolar do seu filho? É o que vamos explicar no post de hoje!

Jamais faça acusações baseadas unicamente em estereótipos

Antes de falarmos sobre as providências que devem ser tomadas, é importante que você não faça acusações baseadas unicamente em estereótipos: não é porque o amigo do seu filho tem uma educação diferente da que foi dada por você, por exemplo, que ele é uma má pessoa.

O mesmo conselho se aplica a todos os colegas que possuem uma crença ou um estilo de vida completamente diferente do seu: jamais tire conclusões precipitadas, antes de conhecê-los de perto. Pais também cometem erros!

Uma amizade só é prejudicial quando a outra pessoa se aproxima com algum interesse, influenciando a criança ou o adolescente a ter comportamentos inadequados, como deixar de cumprir com as suas obrigações na escola, o que acaba afetando o rendimento.

Mantenha um diálogo com seu filho (e os amigos dele sempre por perto)

Uma boa maneira de evitar que o seu filho fique vulnerável às amizades prejudiciais é manter um diálogo constante e construir uma relação de confiança com ele. Para isso, proporcione uma formação sólida, que o ensine claramente a diferenciar o que é certo do que é errado, consolidando princípios morais e éticos, além de trabalhar sua autoestima.

Se a criança for criada em um ambiente estruturado e harmônico, saberá que pode recorrer a você em todas as situações nas quais se sentir acuada ou insegura. Nunca abra mão de sua autoridade de pai ou mãe, mas deixe claro ao seu filho que ele sempre encontrará na família um porto seguro.

Por fim, mantenha os amigos dele sempre por perto e os incentive a frequentar a sua casa. Pode até ser trabalhoso ter que preparar lanche para uma turma mais numerosa, mas é uma oportunidade para você estabelecer um contato mais próximo com eles.

Investigue a origem do problema antes de decidir o que fazer

Se o seu filho já se envolveu com alguém que você considera uma má companhia, o primeiro passo é descobrir até que ponto ele se deixou influenciar pelo suposto amigo. Redobre a atenção, mas também não menospreze a capacidade de discernimento dele — a dica vale para os pais de adolescentes, em especial.

Se a situação ocorrer no ambiente escolar, comunique imediatamente à diretoria e, quando possível, converse com os pais do outro envolvido. Você também precisa analisar a situação com calma para entender a motivação do colega. No caso, há duas maneiras de agir:

  • dar uma segunda chance, pois as atitudes podem ser consequências de um ambiente familiar desestruturado — inclusive, sua família pode se tornar um exemplo positivo para esse jovem;
  • determinar o afastamento imediato, caso ele só queira fazer mal ao seu filho e, mesmo quando cobrado, já tenha dado sinais de que não pretende mudar.

Por fim, reforçamos a importância de prestar atenção aos indícios de que algo errado está acontecendo. Assim, você poderá reverter a situação e livrar seu filho das amizades prejudiciais. Mas lembre-se: tenha cautela para não invadir o espaço dele e não fazer pré-julgamentos.

Curtiu este artigo? Então aproveite para conferir também quais são os sinais de que seu filho sofre bullying na escola!

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"